segunda-feira, 15 de junho de 2009

A minha geração!

Pertenco à geração dos que estão a completar a tão sagrada idade dos 40 anos.
Supostamente, seríamos nós os responsáveis por decidir o futuro dos outros uma vez que somos parte da força produtiva e activa do país em que vivemos. Como tal, não só trabalhamos (pelo menos aqueles que têm a sorte de ainda o poder fazer), como contribuímos com depósitos regulares para um cofre comum de onde sai o dinheiro para sustentar o Sistema Nacional de Saúde, a Educação, a Sistema da Justiça, as Pensões...
Mas, seríamos também responsáveis porque a entrada nos 40 anos nos exige maturidade inequívoca! Não há volta a dar – já crescemos, e ponto final.

Seríamos!
Pois é!

Observo de dentro da minha geração e pergunto o que andamos nós a fazer uns aos outros? Sim, porque o que andamos a permitir que nos façam e que façam com os outros, está à vista – nem sei se valerá a pena falar disso! Comporta-mo-nos como se adolescentes ainda fossemos, hipotecando aos “pais” (aos que governam o país) as decisões tomadas, para assim nos permitirmos proteger das consequências que sempre trazem. Continuamos, como miúdos que já não somos, a preferir encolher os ombros quando temos uma nota menos boa, e a rir por detrás das câmeras fingindo que da próxima vez estudaremos mais, quando na verdade o que queremos é que nos deixem da mão, porque o que importa é a diversão – o lado mais colorido e belo da vida!

Uns com os outros, andamos armados em parvos! Não podemos com a mesma facilidade, fingir que continuamos a ter um metro e meio de altura – porque uns e outros medimos o mesmo! – mas, de uma forma um tanto ou quanto descarada fazemos algo ainda melhor do que fingir - mentimos! A moda é: “logo se vê, pode ser que amanhã...”.

Mas qual amanhã? Não há amanhã aos 40 anos. A lógica muda de rumo, definitavamente. O tempo instala-se como a única categoria de onde pode decorrer, finalmente, um pensamento e uma fala. Aqui, também não há volta dar – a maturidade é vertical! Portanto, quanto ao que andam a fazer aos outros, andamos curvados criando hérnias e outros males de coluna – afinal, estamos a ficar velhos! Uns com os outros, se não andamos a mentir, andamos decididamente distraídos ou a tentar convencer-mo-nos de que ainda não adquirimos todas as ferramentas da linguagem e que, portanto, o vocábulo Compromisso é desnecessário!

Feitas as contas, tudo isto se deve ao peso excessivo da altura que temos!

2 comentários:

  1. Ora cá está mais um estaminé interessante, todo ele em nuances rosa de opinião e elegância, desta vez rezando de uma tal de senhora dona Manjerica à qual eu presto aqui a minha admiração.
    Um grande abraço

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  2. qdo chegares à minha idade... tás,,,
    no, no lo creo!

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